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Introdução
Deve-se sempre optar pela linha mais fina
possível dentro dos limites do peixe que se
pretende pescar e da categoria do
equipamento que está sendo utilizado pelo
pescador.
Na captura de um peixe grande, em local sem
muitos enroscos, notadamente é mais
importante ter bastante linha no carretel,
do que linha grossa em pequena quantidade.
A linha fina proporciona maior sensibilidade
e arremessos mais longos e precisos não
importando o tipo de equipamento que está
sendo utilizado.
As linhas macias assentam melhor na bobina,
desenrolam com muito mais facilidade e têm
menos memória (aquela forma espiralada que
as linhas assumem com o passar do tempo,
quando enrolada).
É importante saber a espécie de peixe a ser
fisgado para escolher a linha adequada e de
acordo com o peso e a resistência.
A linha de pesca, como tudo na vida, sofreu
um processo de evolução em suas
características, onde com pesquisas nesses
50 anos, apareceram materiais sintéticos de
alta resistência e elasticidades.
Assim vieram as fibras monofiladas (o nylon,
a poliamida e o poliester) e, em seguida, as
de fibras sintéticas microfilamentadas (Kevlar,
Spectra), que são microfilamentos trançados.
Poucos pescadores conhecem da capacidade de
resistência da sua linha de pesca e de
detalhes importantes para sua conservação e
durabilidade.
Existe o efeito "memória" da linha, que é o
tempo em que a linha permanece no carretel
do seu molinete e provoca a espiralada e
contorções problemáticas na hora do
lançamento, provocando embaraços e perda da
capacidade de se atingir a distância e alvo
desejados.
Em se tratando no uso das linhas
convencionais para as diversas modalidades
da pesca esportiva, temos no mercado uma
infinidade de boas marcas nacionais e
importadas.
Falando em pesca de arremesso, a busca de se
alcançar longas distâncias para lançamentos
produtivos, além da arrebentação, por
exemplo, ensejou uma revolução benéfica para
os desportistas que se embrenham nos
torneios ou competições organizadas pelos
clubes de pesca de todo o país.
Além das nossas linhas convencionais,
encontradas nas casas especializadas, houve
o advento das importações de material de
pesca (molinetes, varas, anzóis, linhas
etc.) e que trouxe um campo excelente para o
aprimoramento e busca de tecnologia mais
atualizada, fazendo com que todo o segmento
de material de pesca colocado à disposição
dos pescadores fosse super-modernizado e
muito mais acessível para o bolso dos
pescadores brasileiros.
Há poucos anos, foi descoberta uma fibra
sintética (SPECTRA), que é a matéria prima
de quase todas as super-linhas, e que
consiste em microfilamentos trançados para
compor uma única linha fina.
Comparativamente, a linha de nylon é quatro
vezes inferior à resistência de uma
super-linha, se levarmos em consideração a
mesma milimetragem ou, inversamente, em
linhas com resistência igual, uma
super-linha tem a metade do diâmetro das
linhas convencionais (monofilamentos).
Temos que ressaltar como propriedade
positiva, a elasticidade, já que a
convencional possui 25% e a super-linha não
ultrapassa a 5% e em razão disso,a força
aplicada por você no caniço é toda
transmitida mais rapidamente até a
extremidade (chumbada com anzóis),
conseqüentemente trazendo uma maior
sensibilidade na ferrada do peixe.
Deve-se estar atento para o balanceamento
que deve existir no conjunto : vara,
molinete e diâmetro da super-linha, em
função das características específicas das
diversas modalidades de pesca e do peixe.
Já existem, nas casas que vendem material de
pesca, diversas marcas das super-linhas,
embora o seu preço seja "salgado".
Devemos observar o aspecto da resistência e
durabilidade, haja vista, segundo os
fabricantes, a nova fibra sintética seja
imune aos raios ultravioletas do sol que
atacam as linhas de nylon, deixando-as mais
frágeis e com um alto grau de ressecamento.
Conforme registros de indicações
industriais, a garantia é de até 3 anos, em
condições normais.
É bom lembrar aqui os pontos contraditórios
no uso das super-linhas, nas nossas
pescarias e, inicialmente registramos que a
baixa elasticidade não favorece a
amortização dos trancos nos lançamentos; ao
praticar a ferrada, procure amaciar o
arranque, a fim de não romper a boca do
peixe.
Características das Linhas
O diâmetro, também chamado de bitola,
espessura ou grossura, da linha é quase
sempre informado em milímetros pelos
fabricantes.
Existem alguns raros que fornecem esta
medida em polegadas.
É preciso tomar cuidado para não confundir.
Naturalmente, em linhas de um mesmo tipo, o
maior diâmetro proporcionará uma maior
resistência, ou seja, aguentará um maior
peso.
Entretanto, não é na resistência ao peso que
se deve pensar na hora de optar por uma
linha de maior diâmetro e sim na sua
resistência ao desgaste, que também tem
relação direta à medida.
Quanto mais grossa for a linha, maior será
sua resistência ao desgaste.
É necessário prevenir quanto a isto no caso
de pescas realizadas em locais onde a linha
poderá sofrer atrito com galhos, pedras e
outros obstáculos.
É preciso saber o que é mais importante para
você: muita linha ou muita resistência?
Quanto maior o diâmetro maior resistência, e
menos linha você poderá carregar no
carretel.
É a capacidade máxima de suporte de peso de
uma linha e normalmente vem expressa em
libras nos carretéis.
Cada libra corresponde a 453 gramas.
Escolhe-se a resistência em função do peso
do peixe desejado, mas é preciso lembrar que
o seu peso se multiplica na água durante uma
briga, sendo muito maior que o peso dele
parado.
As linhas tendem a assumir forma espiralada
em razão de seu acomodamento no carretel.
Isto é a capacidade de memória da linha.
Dependendo da composição dos materiais
utilizados na sua fabricação, esta
propriedade varia.
Quanto menor memória melhor, pois a
deformação pode causar desgaste na linha.
As linhas coloridas são preferidas pelos
praticantes de pesca com isca artificial por
proporcionarem grande visibilidade.
Neste tipo de pesca é importante ver por
onde passam as linhas ou onde caíram as
iscas, pois a precisão dos arremessos é
fundamental no sucesso da pescaria.
Já quando se trata de pesca com iscas
artificiais, a maioria dos pescadores
preferem utilizar linhas transparentes por
acreditarem que os peixes podem perceber a
linha e não atacar a isca.
Tipos de Linhas
Existem dois tipos básicos de linhas quanto
ao filamento : linhas mono e multifilamento.
As linhas monofilamento são confeccionadas
com apenas um filamento, como o próprio nome
sugere.
São as mais tradicionais e abundantes no
mercado.
As de multifilamento, relativa novidade,
podem ser linhas trançadas ou fundidas.
Como um cabo, são constituídas por múltiplos
filamentos cuja união proporciona uma linha
de grande resistência de peso máximo e de
desgaste.
As linhas fundidas são assim chamadas por
serem feitas de vários filamentos colados e
não trançados cobertos por uma camada de
gel, que faz com que tenham uma aparência
lisa.
Uma linha multifilamento tem resistência
muito maior que outra monofilamento de mesmo
diâmetro e provoca uma abrasão maior, e por
isso mesmo deve ser utilizada com varas
cujos passadores resistam a este desgaste.
Este tipo de linha oferece a possibilidade
de você ter no carretel muita linha de
grande resistência e de baixa memória.
Dicas na Utilização das Linhas
Deve-se sempre optar pela linha mais fina
possível dentro dos limites do peixe que se
pretende pescar e da categoria do
equipamento utilizado.
Na captura de um peixe grande, em local sem
enrosco, é mais importante ter bastante
linha, do que ter linha grossa;
A linha mais fina proporciona maior
sensibilidade e arremessos mais longos;
As linhas macias assentam melhor no bobina,
desenrolam melhor e tem menos memória (forma
espiralada que a linha assume com o passar
do tempo, quando enrolada);
Em carretilha, as linhas macias, provocam
menos cabeleira, além de serem mais
resistentes a trancos, pois possuem uma
maior elasticidade;
Dependendo do local onde se vai pescar a
"cor" da linha é um fator muito importante e
isso somente se aprende com a experiência de
anos de prática.
Cuidados Básicos com a Linha
Alguns fatores que diminuem a vida útil das
linhas são : os raios ultra-violeta, atritos
nos passadores das varas, torção e nós,
calor excessivo, etc.
Quando se pesca em água salgada, é
importante se lavar bem a linha, após o uso,
com água e sabão neutro. |